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quarta-feira, 11 de junho de 2014

Você compra um filme pelos atores?

    Três da tarde, mexendo no computador. Eis que abro, por acidente, o arquivo de um filme que havia baixado. Lembrava vagamente de ter achado o nome interessante. Já haviam se passado alguns minutos do começo do filme, quando me deparo com tais atores, todos presentes em uma mesma cena: 


     Da esquerda para a direita: Sophie Lowe, a Alice de Once Upon a Time in Wonderland; Bonnie Wright, a Gina Weasley da saga Harry Potter; Daryl Sabara, o Juni Cortez da série de filmes Pequenos Espiões; Kate Findlay, a Maggie de The Carrie Diaries; Jacob Artist, o Jake de Glee. O que todos eles têm em comum, além de fazer parte do elenco do filme Jogos do Apocalipse (por acaso, aquele que acidentalmente coloquei para tocar no computador)? Eu os conhecia previamente de outras séries e filmes que assisto. Se isso influenciou minha decisão de continuar assistindo o filme? Totalmente.
       Assistir um filme por causa dos atores é semelhante a ler um livro por causa da capa: estará ali, e você ficará admirando constantemente, ainda que não interfira diretamente na qualidade do todo. E pode agir como uma porta para uma história fantástica, ou como embelezamento inútil de uma narração que, no fundo, não vale tanto a pena assim. Mas, no final, quem não acaba fazendo isso vez ou outra? Que as pedras comecem a ser atiradas.
      O ser humano é dado a primeiras impressões, que poderão ou não mudar posteriormente. Encontrar um ator conhecido em um novo papel é, ao mesmo tempo, reconfortante e desafiador. Há uma quebra na relação estabelecida com a personagem já conhecida, mas há também uma identificação e conexão com o rosto conhecido que se apresenta. 
          Quanto ao filme, eu acabei gostando mais do que o esperado. Por causa do elenco e por causa de outros fatores. Para quem se interessou, resenhei ele aqui. Super indico. E vocês, compram um filme pelos atores?

sábado, 12 de outubro de 2013

#Versinho de sábado


        Me chama mais uma vez de amor. Fica um pouco mais, por favor. Eu não sei o que acontece, eu fico meio tonta, meio boba, quando você me beija desse jeito. É uma alegria tão grande no peito, não sei. Simplesmente não sei. O que você tem, que me desconstrói. É esse beijo de tirar o fôlego, é esse abraço infinito, é esse gostar que corrói.
       E te quero, e te desejo, e te quero e desejo ainda mais. Essa angústia na ausência que é curada com a presença que me traz paz. E tudo bem, nós estamos bem. Porque nada existe quando estamos sós. Nem tristezas, nem problemas. Apenas você, apenas eu, apenas nós.
       Põe minha perna em cima da tua de novo, e encosta minha cabeça no teu ombro. É tudo tão simples, e eu gosto tanto. Eu gosto tanto de você. Eu já te disse? Pois volto a dizer. Garoto que me faz rir, homem que me faz sentir, apenas sentir... Pessoa que é parte de mim.

sábado, 21 de setembro de 2013

#versinho de sábado

                                 
                                  
   Quero me lançar no fundo profundo de seu olhar negro
  Só para ter certeza de morrer com merecido sossego
  De ter vivido em todas as sensações que podia
  E ter preenchido com sua presença minha existência vazia
  Dentro de seus olhos, tenho a convicção
  de que tudo valeu a pena, então
  Foi difícil, teve tristeza e teve dor
  Mas acima de tudo, teve amor
  E ter a certeza que
  vivi mais amor ainda que escrevi
  Faz bem para a consciência insolente
  Saber que o corpo descansou ainda mais do que a mente.
  E mesmo que amor seja
  Também coisa de alma, veja
  Você me faz equilibrada
  Então tudo tem valor, e o valor sem você vale nada.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Sobre o amor aos livros


   E seu eu ousasse afirmar que certas pessoas criam uma relação amorosa com seus livros? Pois bem, é verdade. Quem ama ler (no sentido mais intenso que a palavra amar pode apresentar) cria um compromisso com os livros. O compromisso de cuidar bem, de apreciá-lo com cuidado, nutrindo-se de cada uma de suas palavras, até que reste um final (feliz ou não) e a sensação de trabalho feito.
   Amantes de livros possuem um Kamasutra próprio, leis de amor diferentes. Na primeira vez, vão lendo devagarinho, se deliciando a cada vírgula e a cada ponto. Descobrem um livro como quem descobre um novo amante: apegam-se a cheiros, sensações. Nas vezes seguintes, mas experientes, colocam-se a julgar e analisar. Capas, Títulos, Enredo, o que estiver ao alcance. Ler um livro pode ser como viver um romance.
    Sabe, terminar um livro é como terminar um namoro: às vezes você sente que faltou alguma coisa. Por vezes guarda mágoas ou rancores por que alguém te decepcionou. Mas no final, só o fato da experiência faz tudo valer a pena. Porque sem esse livro/namorado você não aprenderia tanto, ou viveria tantas aventuras.
   E um livro não deve tirar a realidade de ninguém; Assim como nenhum namorado. Há um mundo a se viver fora dos livros, e há um mundo a ser vivido dentro deles. Feliz é quem encontra o equilíbrio. De resto que se há de comentar, senão esse quê de sedutores e viciantes que os livros têm? E resistir para quê? Se os livros te seduzem a lê-los, deixe-se render.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Clichês? Cansei!



  Como escritora, posso afirmar: nada pior em um livro do que um velho e batido clichê. Quando começo um livro, quero me surpreender, ver outros mundos, me apaixonar por outras histórias. Se quisesse ver mais do mesmo relia os livros que já li.
  E como escritora, sei o quanto é difícil escrever algo original. Você sempre vai encontrar um pouco dos outros no seu trabalho. A inspiração vem a partir de referências, afinal você vai querer escrever como aquele tal autor que você gosta tanto de ler.
  Sabe o segredo? Se reinventar. Transforme o que já existe, aproveite-se de seu talento. Se tem um verdadeiro (talento, eu quero dizer), então não verá fronteiras quando estiver segurando seu lápis ou digitando em seu computador. Só peço uma coisa: Sem clichês, por favor.