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sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Resenha: Marcada


Sinopse:
    Bem vindo ao mundo de The House of Night, um mundo parecido com o nosso, exceto pelo fato de que nele os vampiros sempre existiram.
    Zoey acaba de ser marcada como uma vampira, o que significa o início de uma nova vida, longe de seus amigos e de sua vida atual. Isso se seu corpo suportar o período de  transformação, caso contrário ela morrerá.


Resenha:
      Zoey é uma garota normal, com um quase namorado que vai para festas e bebe demais, e uma melhor amiga que adora fofocas e, bem, não tão amiga assim (não dá para ser mais normal que isso kk). Mas ela nem imagina que enquanto ela está planejando desculpas para não fazer a prova de geometria, a Morada da Noite se prepara para recebê-la como nova aluna. 
        A Morada da Noite é para onde vão os vampiros que são marcados pelo Rastreador. Não, aqui não existem mordidas que trasformam pessoas em seres sombrios e que precisam de sangue para sobreviver. P.C Cast e Kristin Cast estruturam uma figura de vampiros bastante original, e diferente de todas que já vi/li.
        A começar que toda a sociedade humana tem conhecimento dos vampiros. Eles inclusive foram estudados, e não são temidos por ninguém. Muito do pavor criado na figura dos vampiros são apenas clichês. Eles são criaturas da noite, realmente. Veneram a Deusa Nyx, personificação da noite. E a Deusa mostra (mesmo que indiretamente) que tem grandes planos para Zoey.
        Zoey, como qualquer garota entrando em uma escola nova (e também entrando em uma espécie nova), só deseja se encaixar na dinâmica do novo colégio, e se possível conseguir passar pela transformação em vampira. Ao serem marcados e encaminhados à Morada da Noite, os novatos ainda não são vampiros totalmente formados. A escola os prepara para sua vida futura, e em três anos ou eles completam a transformação, ou morrem.
        Apesar da pegada sobrenatural, o livro é bem teen, estilo Malhação com vampiros. A mocinha Zoey conquista seu grupo de amigos (Damien, garoto muito inteligente e gay; Stevie Rae, sua colega de quarto inocente mas muito leal, Erin e Shaunee, duas garotas que apesar de fisicamente diferentes, tem uma sintonia só delas, o que gerou o apelido de gêmeas), desperta uma rixa com a linda loira popular não tão agradável Aphrodite, e se envolve com o ex dela. É incrível como um livro pode ao mesmo tempo evocar tantos clichês, e ser tão original em outros aspectos.
          Um dos pontos mais interessante é o misticismo que é inserido na religião dos vampiros, que além de amar à Nyx, também prestam homenagens aos elementos naturais. Quebra o tabu do vampiro como ser não natural e sanguinário. Apesar de sentir a sede de sangue, é contra as leis beber de humanos.

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Resenha: Banidos, Sophie Littlefield



Sinopse: 
  Não há muitas coisas pelas quais valha a pena viver em Gypsum, Missouri, ou Trashtown, como os garotos ricos costumam chamar o bairro decadente onde mora Hailey Tarbell, dezesseis anos. Hailey acha que nunca vai se ajustar, nem com os garotos populares da escola, não com os rejeitados, nem mesmo com a avó cruel e doente que vende drogas no porão de sua casa. Hailey não conheceu a mãe, já morta, e não tem ideia de quem era seu pai, mas pelo menos ela tem o irmão adotivo de quatro anos de idade, Chub. Quando fizer dezoito anos, Hailey planeja levar Chub para longe de Gypsum e começar uma nova vida onde ninguém possa encontrá-los.
  Mas quando uma colega se machuca na aula de ginástica, Hailey descobre o dom da cura que ela nunca soube possuir e que não pode mais ignorar. Ela não só é capaz de curar, como pode trazer de volta à vida pessoas que estão morrendo. Confusa com seus poderes, Hailey procura respostas, mas encontra apenas mais perguntas, até que uma misteriosa visitante aparece na casa de sua avó alegando ser Prairie, sua tia.
   Há pessoas dispostas a tudo para manter Hailey em Trashtown, vivendo um legado de desespero e sofrimento. Mas quando Prairie defende Hailey e Chub de invasores armados que invadem a casa de sua avó no meio da noite, Hailey precisa decidir onde colocar a sua confiança. Serão o passado de Prairie e o segredo que ela enterrou há muito tempo, e que a levou a deixar Gypsum anteriormente, capazes de arruinar todos eles?  Porque, como Hailey vai descobrir logo, seu poder de curar é apenas o começo.
 


Resenha:
  Hailey se sente deslocada em todos os aspectos de sua vida: não tem pais, amigos, ou um verdadeiro lar. A motivação da vida dela é cuidar do irmão adotivo Chub, por quem sente um afeto que vai além de relações de sangue. A avó, único resquício de família que lhe resta, é cruel e maltrata e zomba de Hailey a cada oportunidade que tem. Vive bebendo, e vende drogas no porão da casa em que vivem. 
   Mas apesar de tudo, ela guarda grandes habilidades em si. É boa em ginástica, mas tem que fingir que não, pois os colegas de classe olhariam ainda mais torto para ela. Mesmo com todo o cuidado que tem, todos se afastam dela quando impulsivamente, ela socorre uma garota que havia levado uma bela queda. De algum modo com a ajuda de Hailey, a garota volta à consciência, quando seu estado anterior mostrava que era quase impossível que ela estivesse viva. 
  Esse é apenas o primeiro passo para que Hailey perceba que há alguma coisa errada. Como ela conseguiu fazer aquilo? Porque aquelas palavras estranhas saiam da sua boca enquanto curava a garota? 
   Peguei Banidos para ler sem esperar nada, e acabei me surpreendendo positivamente. Emocionante e com muitas lições em suas páginas, esse sobrenatural tem um toque de originalidade que o diferencia dos outros. Hailey me decepcionou a princípio com sua acomodação ao inferno em que vivia, mas com o desenvolver de sua aventura, ela se torna uma verdadeira guerreira.
   Infelizmente, há algumas pontas que a autora insere no livro, e acaba não dando tanta atenção a elas como deveria. Ainda que seja o primeiro livro de uma série, gosto de livros que cabem a si mesmos e não que deixam tantos ganchos e tanta dependência de uma continuação, como é o caso de Banidos.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Resenha: Guardiões - A escolhida



(Resenha em parceira com a Igmo Editora. Contém spoilers do livro Guardiões)

Sinopse:
   Depois de descobrir os segredos mais obscuros de sua família e se tornar uma caçadora de vampiros, Alice pensava que nada mais poderia surpreendê-la. Contudo, aquilo parecia ser apenas o começo...
     Vendo-se perseguida pelas consequências de seus erros e recebendo novas e estranhas habilidades, ela terá que enfrentar seu maior adversário, o primeiro e mais forte dentre todos os vampiros está na cidade de Londres, e Alice é o seu alvo principal.
      Em meio a sentimentos de culpa, ela toma uma decisão que pode acabar com seu relacionamento com Christiaan e afastá-la de seus amigos...
       Será que ela conseguirá encarar mais esse desafio?



Resenha:
       Depois de descobrir ser descendente de uma família perseguida por vampiros e matar William, descendente do Drácula e a maior ameaça à felicidade dela e de seus amigos, Alice se torna caçadora de vampiros. Utilizando-se de seus poderes, ela luta ao lado de Christiaan e daqueles que lhe ajudaram a derrotar William, tornando-se cada vez mais forte e mais ameaçadora para seus inimigos. Sua próxima jornada envolve um inimigo que ela nem imagina: o primeiro dos vampiros. 

"Abri mão de todas as minhas conquistas, da minha profissão, para proteger as pessoas. Afinal, durante meu treinamento para lutar contra o assassino do meu pai, descobri que era mais forte e rápida que os humanos comuns. Então, me sentia na obrigação de livrar o mundo daquela praga."
(página 14)

          Esse livro, diferente do outro, traz muitas novidades que demandam atenção. O que seria muito empolgante, se não houvesse um declínio enorme na personalidade de Alice. A mocinha, que a princípio chamava atenção pela sua racionalidade e senso para tomar boas decisões, acaba agindo por impulso e fazendo escolhas duvidosas. Além de mostrar uma enorme insegurança, que não é normalmente característica da personagem. O que dá espaço para mostrar o seu ponto fraco: o bom coração. Mas que, na minha opinião, não foram os seus melhores momentos na trama.
        Em geral, é uma narrativa que mantém a qualidade de escrita do primeiro livro, mas não me marcou como o outro. A autora poderia ter trabalhado melhor a mitologia acerca do primeiro dos vampiros, assim como fez em Guardiões com o perfil de vampiro que traçou, bem clássico com toques modernos. O final também deixou a desejar, não respondendo a alguns questionamentos que a própria autora impôs no resto da trama. Algumas arestas ficaram soltas. Mas uma tática importante foi a de alternar a narrativa entre os personagens, o que trouxe diversos pontos de vistas da mesma situação. Enquanto antes nós vemos apenas com os olhos de Alice, agora William e Chistiaan trazem preciosas contribuições para a história.


sexta-feira, 11 de julho de 2014

Resenha: Guardiões



        
Sinopse:
      Já parou para pensar de onde surgiram certas lendas? Como são criadas algumas histórias? E que muitas vezes o que nos é apresentado como ficção, fruto da mente criativa de algum escritor, pode ter surgido de uma história verdadeira? Você acredita em vampiros?
     Alice não acreditava. Mas acabou descobrindo que o mundo não era como imaginava. E que mito e realidade se confundem em alguns momentos. Alguns segredos devem permanecer ocultos. Ela não sabia com que estava se envolvendo. Só tinha uma certeza: precisava lutar. Ela jamais será a mesma depois dessa batalha. Suas convicções podem mudar depois de ler este livro.



Resenha:
     Alice Hacker é uma das personagens mais impressionantes que já conheci. A começar pelas primeiras páginas do livro mesmo, em que ela abandona toda a sua vida no Brasil para ficar perto da única família que lhe restou: a sua avó. Pisando pela primeira vez em Londres, ela dá início à aventura da sua vida. Um rapaz vai buscá-la no aeroporto, o que ela acha muito suspeito, já que não havia avisado ninguém de que iria para lá. Mas Edwards é apenas um amigo da sua avó, que esperava por ela para contar alguns segredos que mudarão todas as suas crenças. 
    Acontece que, no final das contas, Alice descobre fazer parte de um legado histórico muito famoso. Ela é descendente de um dos personagens da conhecida obra de Bram Stroker, Drácula, assim como Edwards e Lauren, moça a quem foi confiada a chave da casa que a avó de Alice deixou para ela depois de falecer, dias depois de sua chegada. As novidades a deixam atordoada.

"Não era fácil descobrir que o mundo não era da maneira que eu pensava. Precisava rever meus conceitos, minhas ideias. Sentia como se houvesse um furacão dentro da minha cabeça bagunçando tudo que havia lá dentro. E, por mais que eu tentasse resistir, ele levava tudo o que via pela frente."
(página 66)

      Com a recente descoberta, veio a preocupação. Eles não eram os únicos descendentes por acaso: séculos e séculos de perseguição haviam destruído suas famílias. Os três correm muito perigo ficando em Londres. Mas por sorte, eles contarão com a ajuda de Christiann, um jovem que Alice ocasionalmente conhece, e que conhece muito sobre vampiros porque, bem... Porque ele é um deles. Mas ele se mostra confiável e se propõe a treinar Alice, que dos três mostra a maior força.
     Um dos pontos que mais chama a atenção é a ausência de dramas desnecessários, comum em algumas obras parecidas. A maior parte disso é graças à protagonista, que se mostra bastante intuitiva e racional. Alice sabe atribuir credibilidade por merecimento, e não permite que medos e inseguranças interfiram em sua vida. Na luta contra William Campbell, o responsável pela dizimação dos seus parentes, ela é firme e mantém-se no seu objetivo.
     Monique Lavra construiu uma narrativa atraente, que prende o leitor em uma leitura que acaba mais rápido do que se espera, e deixa com um gostinho de mais. Um sobrenatural impecável, que apresenta um romance bem estruturado e uma pitada de ação. E, acima de tudo, ela faz uma bela releitura de um dos grandes clássicos nas lendas vampirescas. Ou do que pensávamos ser lendas...

 "A única coisa que podíamos ter certeza era de que nosso inimigo era muito poderoso e de que todos antes de nós haviam perecido em suas mãos. E tudo me levava a crer que o mesmo aconteceria conosco." 
(página 114)


segunda-feira, 7 de abril de 2014

Resenha: O último beijo - Série The Last



Sinopse:
       Jasmim é uma menina, como outra qualquer, que está passando pela adolescência. Ela tem que lidar com diversos problemas, como o fato de sua mãe ter falecido quando ela nasceu e seu pai nunca estar em casa. Porém, sua vida não é só tristeza. Ela tem uma amiga chamada Ana Paula que é aventureira e adora mete-la em confusões. Como se não bastasse, ainda conhece um rapaz: Gabe. Gabe é instável, cínico, genioso e ridiculamente lindo. Diferente dos outros, rapidamente faz com que Jasmim fique atraída por ele. Ela estará disposta a dar o que ele pede em troca?! Qual a relação dele com seus pesadelos constantes?! Será que ela realmente sabe quem são as pessoas que ama?! Conheça essa envolvente historia cheia de aventuras, mistérios e romance!
(retirado do Skoob)



Resenha: 
      Aqui tudo começa com Jasmim, uma garota de poucos amigos e habilidade social. Ela mantém apenas uma grande e fiel amiga, a Ana. E, em mais um terrível começo de ano, Jasmim conta com a ajuda da companheira para amenizar a situação desagradável de voltar a frequentar o colégio. Mas claro, esse não será um ano comum. A começar por Gabe, um dos "dois únicos caras bonitos da escola", segundo Ana. Jasmim não tem o interesse para caras bonitos como as garotas da escola, mas Gabe a atrai de uma maneira muito estranha. O que não chega a compensar de maneira alguma sua personalidade desagradável.
     Alternando o humor entre irônico, rude, charmoso e simpático, é um personagem imprevisível e por vezes odiável. Porém, ele esconde ainda mais segredos. Estes são mais obscuros, e colocarão em risco a vida de Jasmim quando ela descobrir. 
     Ainda que em meio a um cenário cercado de clichês, a autora conduziu bem a narrativa. É fluída e prende a atenção. Pontos pela criatividade em relação aos seres sobrenaturais: são criaturas diferentes do que se costuma ver em livros/filmes do gênero. Os personagens são divertidos e bem delineados. A fala descontraída e típica de adolescentes pertencente a Ana e Jasmim torna a leitura mais real e mais íntima a quem conhece o público. Gabe, por sua vez, é um personagem que não foi bem executado. Ele foi definido na estória como alguém que age de modo grosseiro para se esconder, contudo, mesmo quando os segredos são revelados, ele não se entrega de inteiro. Mas pelo menos, ele protagoniza cenas bastante sensuais e românticas ao lado de Jasmim, então está perdoado.

"Suas mãos me apertaram mais, ele me puxou para mais perto do seu corpo, me entreguei completamente. (...) Isso foi muito melhor que o beijo no bosque, já estava ficando sem fôlego. Paramos de nos beijar, mas continuamos com os corpos colados, ele colou sua testa na minha, estava ofegante. Senti seu peito subir e descer, minhas mãos estavam em suas costas e tive a impressão boba de que isso o impediria de sair. Não sabia o que dizer, qualquer palavra errada e perderia esse momento. Gabe era complicado, mas queria só mais uns minutinhos dessa complicação." 
(página 63)