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domingo, 15 de fevereiro de 2015

[MOMENTO OTAKU]: No Game No Life (a light novel)



Yo!

Faz bastante tempo que não posto nada aqui! Para quem não se lembra, sou o Saylon Sousa, amigo da Mallú e CDC da fanpage do Blog! Estou aqui para mais uma vez (agora em definitivo) reafirmar minha colaboração com este blog fabuloso e que cresce a cada dia.

Sou o criador do projeto SUPER LEITURA, que este com um blog até recentemente ativado, mas que por motivos técnicos teve que dar uma parada. Atualmente estamos apenas no twitter (@SUPERLEITURA) onde apresentamos nossas atividades.

A partir de agora assumo duas colunas neste espaço: A já consagrada "MOMENTO OTAKU" e um projeto novo que ainda é segredo (nas próximas semanas vocês vão descobrir!). E é nesse clima de retorno que trago à vocês a primeira atividade na condução desta coluna em 2015. Duas vezes ao mês vocês contarão com um texto feito com todo o carinho o carinho sobre o universo de coisas pertinentes à cultura pop japonesa, a popular cultura otaku.

Abrindo os trabalhos (essa é uma frase maligna de um professor meu e da Mallú na faculdade) eu trago a vocês uma análise sobre a light novel No Game no Life. Vamos lá!


Sucesso de público e crítica em 2014, "No Game No Life" - o seriado em animação - é uma adaptação da light novel homônina de autoria do brasileiro Thiago Lucas Furukawa, popularmente conhecido por seu nome artístico: Yuu Kamiya. Desde pequeno cheio de vontade de apresentar sua arte à terra natal, teve no ano passado a oportunidade através da produção japonesa MadHouse, e já no finzinho de 2014 pela editora nacional NewPOP.

O anúncio das publicações da light novel e do mangá (terceira mídia oriunda dos trabalhos de Kamiya) mexeu mais uma vez com o imaginário dos otakus brasileiros. Fazia muito tempo que uma light novel de grande sucesso no Japão, e no resto do mundo, ganhava destaque em solo tupiniquim. Em 2013 muitos esperaram pelo anúncio de Sword Art Online (fóruns, fanpages, whatsapp groups etc.), mas não aconteceu. Quem quer consumir as aventuras do autor Reki Kawahara tem que se contentar em ler pelas fã-traduções ou comprar os três primeiros volumes da light novel já comercializados pela Amazon (EUA) e pagar um bom frete. No Game No Life veio para, quem sabe, reascender o mercado das light novels no Brasil.

 Se quem assistiu o anime adorou o enredo amarradinho dos irmãos Kuuhaku, pode dizer com todas as letras que a leitura é bem mais "apetitosa". As jogadas, pensamentos e chantagens de Sora e Shiro ficam bem mais explícitas na leitura da light novel. Yuu Kamiya se preocupa em ensinar de forma bem explicativa suas ações.


Ele revela também que sua vida não é apenas desenhar e jogar vídeo-game (como ele insisti em dizer na orelha do pocket e no prefácio dedicado aos leitores). Leituras como "O Príncipe - Maquiavel" e "A Arte da Guerra - Sun Tzu" estão anexadas às citações feitas pelos protagonistas durante todo o volume 01. A filosofia grega e o Renascimento se misturam ao pensamento oriental sobre o olhar de um latino-americano, que consegue transformar um mundo de fantasia em um espaço de discussões sociais.

O fato de Kamiya fazer seus personagens serem um NEET (Não Estuda, Estagia e/ou Trabalha) e uma Hikikomori (sem vida social) é justamente o seu questionamento a condições atuais da nossa sociedade. Sora e Shiro são reflexos de muitos jovens como nós que se apegam a um mundo por não se sentir pertencer a realidade. 

Para os irmãos Kuuhaku a solução veio do sobrenatural. Ser desafiado por um deus e ir a um mundo onde tudo se resolve na base de jogos é uma metáfora.

Metáfora que os próprios irmãos fazem questão de distorcer ao citarem outra: a de que a realidade é um jogo sem graça! Bom, se é um jogo  sem graça, por que ele não o animam? O fato é que os Kuuhaku não sabem é como jogar este jogo chamado vida real.

Essa é a crítica que Yuu Kamiya faz a seus próprios leitores. O autor espera que seus seguidores não se espelhem em seus personagens. Quer que eles se identifiquem e enxerguem o que é necessário para viver. O certo é que o volume 01 de No Game No Life, no Brasil, se mostrou bem recebido. Que isso se reflita na busca por mais light novels no mercado editorial braisleiro. São tantas que desejamos! Sem contar a arte do próprio Yuu Kamiya. Quesitos como cores, erotismo, e perspicácia no humor fazem da leitura uma diversão à parte. Contudo, antes as editoras (e nesse caso a NewPOP) deve reavaliar sua equipe e propostas.


Esta foi a primeira vez que li uma light novel tão cheia de erros ortográficos. Aonde esteve a equipe de revisão? Fã-traduções são muito mais detalhadas e comprometidas do que o que percebi em NGNL v.01. Conheço a editora, tanto que mandei uma carta criticando os detalhes da obra que foram desagradáveis. Não desaconselho ninguém a deixar de adquirir o título. Contudo espero pacientemente que erros como este não se repitam nas próximas edições!

Nem preciso falar das outras duas personagens do volume 01 né? Stepahnie Dola e Kuramy são outras duas antíteses da realidade. A primeira é o exemplo da falta de senso crítico. A adolescente (vale para os meninos também) que é fútil, mas que não se enxerga de tal forma.

Um alguém que até tenta ser relevante na sociedade, mas que para si mesmo não consegue construir algo de valor. Já Kuramy é uma falsa altruísta. Diz fazer o que faz pelo bem do próximo, mas acima de tudo pensa em si. É a personificação da arrogância. Vai me dizer que não conhece alguém assim?


É isso aí e até próxima! Sayonara!

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Dica de Anime: Queen's Blade

Olá pessoas que curtem esse feriadão prolongado! Aqui é o Saylon!Tudo Bem com vocês? Comigo tudo ótimo!  Andei sumido por uns tempos, mas voltei para reafirmar nosso compromisso de trazer na sexta-feira uma dica legal para quem curte animes e mangás. 
Mas primeiro um parabéns ao Marechal Deodoro da Fonseca pela iniciativa em 15 de novembro 1889. Podemos nos dias de hoje, depois de tudo o que o país já passou, comemorar por vivermos em uma república graças ao desvínculo completo com Portugal propiciado pelas atitudes desse grande líder. Mas vou deixar um fato curioso aqui (e que fique em off viu!). Segundo o meu professor de Direito e Deontologia na Comunicação (não me perguntem o que significa) Deodoro da Fonseca era contra o golpe (sim, nossa república veio através de um golpe) que tomaria o poder da mão do imperador. O que teria mudado seu pensamento foi saber que um velho adversário seria nomeado a ministro-chefe da casa de ministros da época (Poder Moderador). Agora imaginei o porquê da rivalidade. De acordo com as fontes do "lado B" da História, Deodoro havia perdido o  amor de uma mulher para esse futuro ministro. Um ultraje! Ele não aceitaria ser chefiado por seu maior rival! Bom e assim chegamos ao que se encontra na nossa democracia. Pode até ser boatos mentirosos, mas se encaixa perfeitamente no cenário político da nação.

Então vamos ao que interessa!



A dica de anime de hoje é apimentada. Quem curte uma boa sensualidade sem privilegiar a libidinagem (sexo explícito) deve assistir Queen's Blade. Com características Ecchi, mas sendo mesmo é do gênero Yuri, Queen's Blade, como já diz o nome, é um torneio continental entre as mais fortes e sensuais garotas do mundo.

 A cada quatro anos elas se reúnem na capital Gainos para duelarem entre si e contra a atual rainha a fim de que a vencedora torne-se a nova rainha.

Com modelitos justos e eróticos é muito difícil ver um combate sem se deparar com peitos e bumbuns de fora. Isso sem contar nas posições inusitadas. Um show à parte.

Dividido em duas temporadas, ovas, especiais e uma temporada especial, o anime é um dos melhores do gênero, e por mais incrível que pareça, seu apelo sexual é tolerável. Isso porque de fato possui um enredo fabuloso que te prende em tensões e gargalhadas. Um personagem hilário é a anjinha Nanael, que é mandada a Terra para vigiar e conduzir o torneio e acaba se tornando uma competidora.


Para quem gosta de fugir da regra Queen's Blade é uma ótima pedida para o feriado!
Na próxima semana eu volto com mais uma dica legal de anime e mangá.
Sayonara! 

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Momento Otaku: Beyblade

  
    "Beyblade (...) é um mangá e anime baseado em um brinquedo de mesmo nome semelhante a um pião. A história é sobre um grupo de garotos que lutam com suas Beyblades fortemente energizadas, dominadas por Feras-Bit (que são espíritos de criaturas místicas e poderosas) sagradas. (...) A série gira em torno de lutas entre equipes de Beyblade. A equipe principal, os Blade Breakers (no original: Team BBA), é composta por Tyson Granger (Takao Kinomiya, no original), Kai Hiwatari, Max Tate (Max Mizuhara), Ray Kon (Rei Kon) e Kenny/Chief (Manabu Saien/Kyouju) que lutam contra outras equipes para decidir os a campeões mundiais."
                                                                                                       (Wikipédia, editado)


     Beyblade, para aqueles da geração Tv Globinho, tem um papel muito especial nas lembranças da infância. Cada episódio trazia sempre uma dose emocionante de batalhas e muita ação. O protagonista é o Tyson, que sempre se dá muito bem nas batalhas. Em questões de formatação, é muito parecido com Yu-gi-Oh e Pokémon, seguindo um padrão em que o protagonista sempre vai muito bem em suas batalhas, mas que os outros personagens são tão fortes quanto ele. Isso dá o benefício da dúvida ao espectador, que rói suas unhas em frente a televisão, sem ter certeza de quem realmente vai ganhar. Esse padrão abre espaço também para que os outros personagens conquistem fãs, ou seja, nem todos que assistem Beyblade torcem apenas para o Tyson, ou para os Blade Breakers. 

segunda-feira, 11 de março de 2013

Momento Otaku: Sakura Card Captors



        Sakura Card Captors definitivamente marcou muitas infâncias e corações otakus. Com um tom bastante infantil e de aventura,  esse é um anime leve e tranquilo, que não estabelece restrições aos seus expectadores. Sakura, uma garota de 10 anos, tem sua vida completamente mudada quando visita uma biblioteca e abre um livro misterioso que lá encontra. Ao abrir esse livro, ela acidentalmente liberta 52 cartas mágicas, que são levadas para longe pela magia da carta Vento.
           A partir desse acontecimento, Sakura recebe de Kerberus (o guardião das cartas) a missão de ir em busca das cartas que libertou, que estão espalhadas por toda Tomoeda, cidade em que ela vive. Essa missão a torna uma CardCaptor (capturadora de cartas, em inglês). Além de Kerberus, ela conta com a ajuda de Tomoyo, uma grande amiga sua e colega de escola. Tomoyo é sonhadora e romântica e cria diversos figurinos para que Sakura vista em suas aventuras.
          Um pouco mais sobre a protagonista: Sakura é espontânea e alegre. Mora com o pai e o irmão (sua mãe morreu), e tem uma paixonite por um colega do irmão, Yukito. E, apesar de viver um romance com outro CardCaptor, mantém uma postura inocente e infantil em toda a saga.


segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Momento Otaku: Digimon Adventure

    
       Esse anime traz a história de Matt, T.K, Tai, Sora, Mimi, Joe e Izzi. Os sete estão em um acampamento de férias, quando algo inesperado acontece. Eles são transportados ao digimundo, especificamente a uma ilha chamada Ilha Arquivo. Esse digimundo, como o próprio nome sugere (Digi = digital), é um local essencialmente digital, onde habitam seres de mesmo caráter, chamados digimons. Ao chegar à ilha, cada um dos jovens encontra um digimon que se torna seu companheiro.
      À procura de um caminho para casa, eles descobrem várias particularidades desse novo mundo, e de seus habitantes. Sua primeira batalha é com Devimon, um ser maligno que está espalhando sua escuridão em todos os lugares, e até mesmo nos digimons de natureza dócil. Mas a aventura não para por aí, e os garotos e seus digimons tem muito pela frente. Eles acabam descobrindo seu destino no digimundo, e vão atrás de cumpri-lo com toda bravura que têm em seu peito. 
     Digimon adventure é fascinante e muito divertido. Teve muita repercussão não apenas no mundo dos otakus, mas das crianças em geral (Uma versão dublada costumava passar nas manhãs da Tv Globo). Amizade, companheirismo e coragem são alguns dos valores passados no anime. Além do divertido mundo dos monstros digitais em que ele insere seus espectadores, ele traz consigo lições que são muito válidas no mundo real.



segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Momento Otaku: Sword Art Online


     Sword Art Online não se trata de um jogo online qualquer, e seus usuários logo descobrem isso. Seu criador, Kayaba Akihiko configura o MMO (Massive Multiplayer RPG Online) para que não seja possível se deslogar e a morte virtual cause a morte real, mantendo todos os jogadores dentro da realidade elaborada por ele.




   A esperança de todos está na possibilidade de alguém matar o último chefe, e consequentemente, por um fim ao jogo. Kirito, um dos escolhidos como beta para testar o jogo, está determinado a ir até o fim. Mas um jogo desse porte não é possível ser vencido sozinho. Primeiramente, ele entra em uma guilda, mas todos os integrantes acabam mortos (o que ele acredita ter acontecido por sua culpa), e ele se fecha para ajuda dos outros. Quem mudará isso é Asuna, vice-líder de uma guilda chamada Cavaleiros do Juramento de Sangue.


    Em primeira instância, eles apenas se ajudam. Mas quando a guilda de Asuna cobra sua presença, Kirito luta pela parceira, fazendo uma aposta com o líder dos Cavaleiros do Juramento de Sangue: ganhando, Asuna estaria livre para se juntar a ele. Perdendo, ele se juntaria à guilda. Ele perde, e cumpre sua promessa. 




      Mas isso não dura muito tempo, pois logo ocorre um incidente, e ambos pedem um afastamento da guilda. Além de lutarem juntos, eles estão apaixonados, e Kirito pede Asuna em casamento. O afastamento das batalhas os faz hesitar do antigo objetivo. Mas ao perceber como as pessoas merecem sair do jogo, e viver suas vidas reais, a dupla segue em frente. E no caminho esbarra em situações inusitadas.
      Com muita aventura, fantasia, e uma pitada leve de romance, o anime prende o espectador desde o primeiro minuto. Sword art Online traz um fator de identificação para quem o assiste, que é o domínio das novas tecnologias virtuais na vida das pessoas. Talvez por trás do enredo exista uma previsão: esses serão os cidadãos do futuro, presos na realidade virtual e impedidos de acessar a vida real. E tudo isso, vindo de sua própria decisão primeira de se ligar a esse novo mundo.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Momento Otaku: Kuroshitsuji


   Ciel Phantomhive é um garoto de doze anos com grandes responsabilidades. Além de nobre, é o cão de guarda da rainha. Mas para ajudá-lo, ele conta com Sebastian, seu fiel mordomo. Movido pelo ódio do que aconteceu com seus pais, que morreram em um incêndio, Ciel é amargurado e não se abre a momentos felizes, mesmo os com Elizabeth, sua noiva e amiga de infância.

  O grande mistério do anime está envolto na relação Ciel-Sebatian. Eles contém uma ligação mais profunda do que se imagina. E isso acontece porque Sebastian está além do que se imagina. Em suas próprias palavras, ele é um mordomo e tanto.


   Há também um trabalho muito grande na idéia de morte, com uma diferenciação no mínimo curiosa entre anjos e demônios. Mas também há momentos de descontração, principalmente quando aparece Grell, o ceifeiro com aparência afeminada que insiste em se jogar nos braços de Sebastian, que por sua vez não tem interesse algum na criatura.



segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Momento Otaku: Mirai Nikki


 Amano Yukiteru é um garoto recluso, que fica o dia inteiro mexendo em seu celular. Nele, o garoto mantém um diário no qual descreve tudo o que acontece em seu dia a dia. Mas esse hobby trará para ele uma grande responsabilidade.
  Em um mundo paralelo que ele pensava ser apenas do seu imaginário, a criatura chamada Ex-Machina propõe um jogo para determinar aquele que irá tomar seu lugar como Deus. Como participantes estão outras doze pessoas portadoras de celulares/diários, cada um com sua particularidade. O objetivo é ser o único sobrevivente.


   Yuki não tem a intenção de matar ninguém, mas também não deseja morrer. Ele acaba contando com o apoio de Gasai Yuno, uma garota da sua classe que mantinha um diário do amor, narrando todos os passos que ele dava. Yuno é apaixonada por Yukiteru, e por isso mantém a frente e impede que matem o amado.

   O protagonista é, a princípio, muito covarde, e por isso a imagem que passa é que só merece pena dos outros. Sua atitude só muda bem depois. Yuno, na minha opinião, é a grande 'estrela' do anime.Com uma personalidade pertubada, e capacidade de matar a sangue frio, a bonita garota dos longos cabelos cor-de-rosa esconde segredos obscuros em relação ao passado e ao futuro. E isso dá muito mais emoção à trama. Além de ser um fator extremamente relevante para a reviravolta surpreendente que acontece nos episódios finais.


segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Momento Otaku: Onegai, Teacher!


    Kei Kusanagi parece ser mais novo, mas na verdade tem dezoito anos. O porquê disso é uma misteriosa doença que ele possui, chamada Tetai, que o faz desmaiar quando suas emoções estão muito intensas ou confusas. Um dia, ele desmaiou e ficou 'parado' por três anos. Mesmo assim, ele possui uma vida feliz.
    Uma noite, deitado na floresta,  ele presencia uma cena estranha: uma nave espacial pousando e uma bela mulher saindo dela. Essa mulher seria Mizuho Kazami, uma extra terrestre em missão de inspeção da Terra.
Kei acaba a reencontrando no dia seguinte, quando descobre que ela será sua nova professora.
    Nesse mesmo dia, eles acabam presos juntos num depósito de artigos esportivos da escola, e acabam tendo de se explicar para o diretor. O irmão de Kei inventa que não há problemas em os dois estarem juntos, pois são casados desde antes de Mizuho tornar-se professora do garoto. Com isso, para manter as aparências, eles se casam no papel, e Kusanagi até é empurrado pelo irmão a morar com a professora, que por acaso, é sua vizinha.
    Eles acabam se apaixonando naturalmente, e uma bonita história de amor surge a partir daí. Contudo, o que é um romance sem os obstáculos que aparecem antes do 'felizes para sempre'? Eles precisam esconder a relação dos amigos de Kei, e se vêem diante de suas próprias inseguranças e ciúmes.
    Para balancear todo o drama, o enredo traz também um pouco de comédia. É cômico ver Kusanagi fugindo da irmã de Mizuho, Maho, que desaprova o relacionamento,  e da sua mãe que aproveita cada oportunidade para se jogar nos braços de Kei. Além do seu irmão desse, que é todo atrapalhado, e ao ser pego olhando para outras mulheres, apanha de sua esposa.
     O anime é muito emocionante, mostra como em uma relação um pode ajudar o outro com seus problemas pessoais e fazer de tudo por alguém que se ama. Mizuho acaba ajudando Kei-Kun com a Tetai, dando-lhe um motivo para não parar, continuar vivendo, apesar das dificuldades. E só esse detalhe é motivo suficiente para assistir Onegai Teacher. Apesar de não ser o único.



segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Momento Otaku: Agatha Christie No Meitantei Poirot to Marple


  Para quem gosta de Agatha Cristie, esse anime é uma boa pedida. Baseados em suas obras, os episódios mostram o trabalho de detetive do senhor Hercule Poirot. Poirot é protagonista de várias obras da escritora, sempre mostrando excelente raciocínio e lógica, e claro, resolvendo mesmo os mais difíceis mistérios.
   Mas além de mostrar o brilhante personagem, o anime traz como protagonista Mabel West, uma garotinha que sonha ser uma grande detetive, e decide ir atrás do senhor Poirot e tornar-se sua assistente. Seu pai, Raymond West, reluta em deixá-la ir, mas acaba por ceder. Com uma condição: que Mabel ocasionalmente vá fazer companhia à sua tia-avó, Jane Marple.
  Não tem tanta ação, é meio politicamente correto demais. Mas Poirot é um personagem de peso, e sustenta bem o enredo. Outro detalhe é que os personagens são traçados bem ocidentalmente, sem os conhecidos traços longos que a maioria dos personagens animes/mangás tem. Acho que foi minha maior decepção. :\

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Momento Otaku: Beelzebub





   Esse bebê é muito fofo, não é? Mas não se engane com essa carinha de choro: trata-se de Kaiser de Emperana Beelzebub IV, filho do rei demônio. Apelidado carinhosamente de Beel, ele é mandado à Terra por seu pai a fim de destruir a humanidade. Mas para trabalhar os seus poderes, o adolescente Oga Tatsumi é destinado a fazer um contrato com o bebê demônio e ser seu pai no mundo humano.
  Oga não gosta muito da ideia de cuidar de um bebê chorão, mas o contrato está feito. Beel não pode ficar quinze metros longe dele, caso contrário lança um choque letal, mas forte dos que ele já lança quando chora. Mas Oga não é fraco: vai aguentando os choros elétricos de Beel, enquanto busca alguém que seja mais forte do que ele próprio e esteja preparado para assumir seu lugar.
   Após alguma resistência, Oga desiste da ideia. Mostra-se o cara certo, e assume o papel de pai do garoto demônio. Mas os problemas não param aí. O rei demônio é imprevisível e acaba se intrometendo bastante na missão do filho.
   O anime se destaca bastante pelo tom cômico. Apesar de mostrar muita luta, não é de fato, violento. Mostra bastante o valor do trabalho em grupo, como pessoas que anteriormente lutaram uma contra a outra unem-se para lutar em prol de uma ideia em comum. E toda a luta do Oga encontrar alguém para cuidar do Beel é bonita, porque é quando eles formam os laços entre si. No final, o delinquente juvenil acaba se apegando ao bebê, mesmo do jeito 'insensível' dele. O que só reforça o fato que ele é o cara certo para a missão.
   

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Momento Otaku: Lovely Complex



  Lovely Complex traz uma grande questão sobre aparência: Risa Koizumi é uma garota desajeitada em seus 1,72 metros de altura, Atsushi Otani é um garoto baixo para sua idade que também é complexado com a altura. Eles se conhecem na escola, onde se tornam colegas de classe. Por terem um casal de amigos em comum, eles andam juntos, mas sua relação é do tipo 'tapas e beijos'. Eles são muito parecidos, e não têm papas na língua. Chamam um ao outro de idiota mesmo, sem recriminação.
  Mas a parte do 'beijos' da relação deles vem depois. Eles fazem uma aposta, para saber quem consegue um namorado (a) primeiro. Contudo, durante a busca, Riza acaba percebendo que gosta dele, e entra em conflito por causa do amigo. Ela enfrenta uma situação muito comum: o medo de ser vista como 'apenas uma amiga'. Otani, a princípio, sente-se realmente desse jeito. Mas Riza decide lutar pelo seu amor e vai conquistando o garoto gradualmente. 
 O anime é ótimo. É divertido ver as trapalhadas dos dois juntos e comovente ver a história de amor que vai se desenvolvendo aos poucos. O timing é muito bom também, os dois demoram bastante para ficar juntos, mas ainda há prolongamento do enredo mesmo depois que eles enfim se beijam. Além de tudo, o anime traz uma reflexão bonita sobre aparência, pois afinal apesar de ambos serem complexados com suas respectivas alturas, acabam ficando juntos porque se dão bem, e é o certo. 

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Momento Otaku: Nana



   Posso afirmar com certeza que Nana tem um papel muito especial na minha vida. Além de ser o primeiro mangá que eu li, foi também o primeiro anime que assisti.Nana é um mangá/anime shoujo, ou seja, específico para garotas. O shoujo é equivalente ao chick-lit, que é conhecido popularmente como 'literatura de mulherzinha'. O que não quer dizer em momento algum que homens não devam assistir. Não é porque não tem ação que não vale a pena.
  Esse anime conta a estória de duas garotas completamente diferentes que, por ironia do destino, acabam tendo suas vidas cruzadas, e tornam-se grandes amigas. Ambas chamam-se Nana, mas uma é ingênua e romântica e a outra é cética e realista.
  Sim, é tão clichê quanto parece. Mas acaba funcionando. Esse anime traz bastantes reflexões sobre relacionamentos amorosos e amizades, e todo o conceito de liberdade que gira em torno deles. Ele expõe insistentemente paradoxos, e aí que o tal do clichê se torna uma questão bem maior. Por exemplo, a Nana que é toda sonhadora tem uma vida amorosa turbulenta, sofre com bastantes decepções e acaba apaixonada por um cara que não gosta de compromisso. Enquanto sua amiga tem um relacionamento estável com um homem que a ama. Claro que eles tem dificuldades. Ela sofre quando ele viaja para Tóquio para fazer parte de uma banda chamada Trapnest, e até que ela viaje para lá para promover sua própria banda, eles ficam separados. Mas no fim, eles se amam de verdade, e isso abala toda a imagem de resistente que a Nana traz.
   Mas não, nem tudo é esse drama todo. As Nanas promovem também muitas risadas. Além disso, a trama tem outro ponto alto, que é a música. Pelo enredo apresentar a vida dos músicos da banda Blast (banda em que a Nana é vocalista) e da Trapnest, alguns episódios são bastante animados ao som de muito rock n' roll.


*Esses vídeos abaixo são as três aberturas do anime.  O primeiro é a música Rose, do Blast. O segundo é a música Wish, do Trapnest, e o terceiro se chama Lucy, do Blast também.





Leia mais sobre:
Nana, o mangá
Shoujo

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Momento Otaku: Death Note




  Raito Yagami é um jovem estudante que tem sua vida transformada quando encontra um caderno no chão. Mas não se trata de um caderno qualquer: é um Death Note, artefato elaborado por criaturas pertencentes a um outro mundo, chamadas Shinigamis. Ele tem o poder de matar as pessoas cujos nomes forem escritos em suas páginas. O proprietário do Death Note pode controlar a data e causa da morte de suas vítimas usando apenas duas informações da mesma: nome e rosto (a pessoa escreve o nome de quem quer matar visualizando mentalmente seu rosto) 
   Raito, então, enche-se de um sentimento de justiça e começa a eliminar os criminosos um a um. Sua intenção é criar um novo mundo justo e isento de crimes.Mas Raito não pretende agir despercebidamente: cria um padrão entre as mortes para que as pessoas tomem conhecimento de suas ações. Ele gera muitos comentários (a favor e contra) sua ideologia e no mundo virtual, ganha o pseudônimo Kira. Kira tem origem na palavra da lingua inglesa killer, que traduzindo significa assassino. Contudo, ele precisa ser precavido, pois o famoso e anônimo detetive conhecido como L está a sua caça. Começa então o desafio de Raito, que consiste em continuar matando aqueles que segundo ele tornam o mundo podre e se esquivar da análise perspicaz de L.
   Cuidado. Se você não é firme em seus ideais, death note pode mudar sua visão de mundo. É confuso criar uma opinião sobre Raito, pois apesar de cometer assassinatos indiscriminadamente, seus argumentos são muito fortes e lógicos. Death Note é um anime com pouquíssimo (ou quase nenhum) romance, focado mais na investigação policial. Além de cheio de ação, trabalha muito com o raciocínio rápido do espectador, que precisa ficar atento e acompanhar as brilhantes deduções de L. 

domingo, 29 de julho de 2012

Nova Coluna: Momento Otaku

   
   
   Oi pessoas do coração! Hoje eu vim anunciar a primeira (de muitas outras, eu espero) coluna fixa do blog. Agora todas as segundas eu postarei resenhas de animes. O nome da coluna é Momento Otaku. Para quem não sabe, o termo 'otaku' é atribuído popularmente a todo aquele sujeito que é fã de animes. Mas fã mesmo, poser não tem vez no mundo otaku, ok?  
   O conceito de anime é complicado de ser estabelecido. A wikipédia afirma o seguinte:

"Para os japoneses, anime é tudo o que seja desenho animado, seja ele estrangeiro ou nacional. Para os ocidentais, anime é todo o desenho animado que venha do Japão. " 

   Quem tem algum contato mesmo que não tão íntimo com o mundo das animações japonesas, contudo, sabe que para a comunidade otaku, desenho é desenho e anime é anime. Pela minha experiência (não tão vasta, admito), há realmente uma diferença de padrão entre um anime e outras animações por aí. Além das características físicas prevalecentes nos personagens (que são geralmente bem altos e bem magros, e as garotas têm olhos bem grandes e arredondados), o anime tem uma linguagem própria.
    Mas isso não é difícil de perceber, porque a carga cultural impressa é bastante diferente da nossa (e por nós, digo os brasileiros). Assistir anime é, de certa forma educativo, pois aprendemos bastante acerca dos costumes japoneses e vocabulário de mesma origem.
    Voltando à questão da diferenciação anime e desenho, gostaria de ressaltar que um dos motivos para tal diferenciação é que desenho é mais voltado para o público infantil. O anime não. Alguns chegam mesmo a ter conteúdo proibido para um público mais jovem.


*Então, é isso. Espero que vocês curtam a coluna. Aos otakus que lerem, peço desculpas se cometi algum erro de interpretação. Beijinho, pessoas. 

Para saber mais:
Wikipédia - Anime
Wikipédia - Otaku