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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Dica de filme:Os pinguins de Madagascar


    Fazendo uma viagem no passado e uma conexão com o presente, o filme Os pinguins de Madagascar conta como o grupo tático de missões as mais loucas possíveis se tornou o que é hoje, e traz implicações de quem sofreu muito por causa desses fofos que tiram muitas risadas em preto e branco desde o primeiro filme da animação Madagascar.
     Como fã do pessoal dessa animação, é triste me afastar um pouco de Melmam, Alex, Marty e Gloria, mas muito empolgante me aprofundar na história do Capitão, Recruta, Kowalski e Rico, que até então tinham aparecido apenas como coadjuvantes (Sem contar com o desenho regular que produziram, que não sai do cenário do zoológico de Nova York e pouco aborda a história pessoal dos pinguins).
            


         São abordados o crescimento do Capitão como líder, os conflitos do Recruta por ser fofo demais e às vezes não se encaixar no time, inimigos que eles fizeram no caminho e o poder de fofura deles quatro. Dá para perceber que a palavra-chave do filme é fofura, né?
       Valeu muito a pena esperar o lançamento desse filme, mas a primeira parte foi mais interessante que a segunda. Poderiam ter mais produções contando histórias dos pinguinzinhos.



domingo, 15 de fevereiro de 2015

[MOMENTO OTAKU]: No Game No Life (a light novel)



Yo!

Faz bastante tempo que não posto nada aqui! Para quem não se lembra, sou o Saylon Sousa, amigo da Mallú e CDC da fanpage do Blog! Estou aqui para mais uma vez (agora em definitivo) reafirmar minha colaboração com este blog fabuloso e que cresce a cada dia.

Sou o criador do projeto SUPER LEITURA, que este com um blog até recentemente ativado, mas que por motivos técnicos teve que dar uma parada. Atualmente estamos apenas no twitter (@SUPERLEITURA) onde apresentamos nossas atividades.

A partir de agora assumo duas colunas neste espaço: A já consagrada "MOMENTO OTAKU" e um projeto novo que ainda é segredo (nas próximas semanas vocês vão descobrir!). E é nesse clima de retorno que trago à vocês a primeira atividade na condução desta coluna em 2015. Duas vezes ao mês vocês contarão com um texto feito com todo o carinho o carinho sobre o universo de coisas pertinentes à cultura pop japonesa, a popular cultura otaku.

Abrindo os trabalhos (essa é uma frase maligna de um professor meu e da Mallú na faculdade) eu trago a vocês uma análise sobre a light novel No Game no Life. Vamos lá!


Sucesso de público e crítica em 2014, "No Game No Life" - o seriado em animação - é uma adaptação da light novel homônina de autoria do brasileiro Thiago Lucas Furukawa, popularmente conhecido por seu nome artístico: Yuu Kamiya. Desde pequeno cheio de vontade de apresentar sua arte à terra natal, teve no ano passado a oportunidade através da produção japonesa MadHouse, e já no finzinho de 2014 pela editora nacional NewPOP.

O anúncio das publicações da light novel e do mangá (terceira mídia oriunda dos trabalhos de Kamiya) mexeu mais uma vez com o imaginário dos otakus brasileiros. Fazia muito tempo que uma light novel de grande sucesso no Japão, e no resto do mundo, ganhava destaque em solo tupiniquim. Em 2013 muitos esperaram pelo anúncio de Sword Art Online (fóruns, fanpages, whatsapp groups etc.), mas não aconteceu. Quem quer consumir as aventuras do autor Reki Kawahara tem que se contentar em ler pelas fã-traduções ou comprar os três primeiros volumes da light novel já comercializados pela Amazon (EUA) e pagar um bom frete. No Game No Life veio para, quem sabe, reascender o mercado das light novels no Brasil.

 Se quem assistiu o anime adorou o enredo amarradinho dos irmãos Kuuhaku, pode dizer com todas as letras que a leitura é bem mais "apetitosa". As jogadas, pensamentos e chantagens de Sora e Shiro ficam bem mais explícitas na leitura da light novel. Yuu Kamiya se preocupa em ensinar de forma bem explicativa suas ações.


Ele revela também que sua vida não é apenas desenhar e jogar vídeo-game (como ele insisti em dizer na orelha do pocket e no prefácio dedicado aos leitores). Leituras como "O Príncipe - Maquiavel" e "A Arte da Guerra - Sun Tzu" estão anexadas às citações feitas pelos protagonistas durante todo o volume 01. A filosofia grega e o Renascimento se misturam ao pensamento oriental sobre o olhar de um latino-americano, que consegue transformar um mundo de fantasia em um espaço de discussões sociais.

O fato de Kamiya fazer seus personagens serem um NEET (Não Estuda, Estagia e/ou Trabalha) e uma Hikikomori (sem vida social) é justamente o seu questionamento a condições atuais da nossa sociedade. Sora e Shiro são reflexos de muitos jovens como nós que se apegam a um mundo por não se sentir pertencer a realidade. 

Para os irmãos Kuuhaku a solução veio do sobrenatural. Ser desafiado por um deus e ir a um mundo onde tudo se resolve na base de jogos é uma metáfora.

Metáfora que os próprios irmãos fazem questão de distorcer ao citarem outra: a de que a realidade é um jogo sem graça! Bom, se é um jogo  sem graça, por que ele não o animam? O fato é que os Kuuhaku não sabem é como jogar este jogo chamado vida real.

Essa é a crítica que Yuu Kamiya faz a seus próprios leitores. O autor espera que seus seguidores não se espelhem em seus personagens. Quer que eles se identifiquem e enxerguem o que é necessário para viver. O certo é que o volume 01 de No Game No Life, no Brasil, se mostrou bem recebido. Que isso se reflita na busca por mais light novels no mercado editorial braisleiro. São tantas que desejamos! Sem contar a arte do próprio Yuu Kamiya. Quesitos como cores, erotismo, e perspicácia no humor fazem da leitura uma diversão à parte. Contudo, antes as editoras (e nesse caso a NewPOP) deve reavaliar sua equipe e propostas.


Esta foi a primeira vez que li uma light novel tão cheia de erros ortográficos. Aonde esteve a equipe de revisão? Fã-traduções são muito mais detalhadas e comprometidas do que o que percebi em NGNL v.01. Conheço a editora, tanto que mandei uma carta criticando os detalhes da obra que foram desagradáveis. Não desaconselho ninguém a deixar de adquirir o título. Contudo espero pacientemente que erros como este não se repitam nas próximas edições!

Nem preciso falar das outras duas personagens do volume 01 né? Stepahnie Dola e Kuramy são outras duas antíteses da realidade. A primeira é o exemplo da falta de senso crítico. A adolescente (vale para os meninos também) que é fútil, mas que não se enxerga de tal forma.

Um alguém que até tenta ser relevante na sociedade, mas que para si mesmo não consegue construir algo de valor. Já Kuramy é uma falsa altruísta. Diz fazer o que faz pelo bem do próximo, mas acima de tudo pensa em si. É a personificação da arrogância. Vai me dizer que não conhece alguém assim?


É isso aí e até próxima! Sayonara!

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Dica de filme: Operação Big Hero 6



       Tecnologia, amigos, heroismo, perseverança. Dá para encontrar tudo isso no fofo lançamento da Disney que se chama Operação Big Hero 6, ambientada na cidade fictícia de San Fransokyo (uma mistura meio louca de São Francisco e Tokyo, com direito a ponte da primeira cidade com símbolos em mandarim representando a segunda). Hiro Hamada, um garoto que adora mexer com tecnologia mas não é tão fã de estudar (te entendemos, bro. kkk), mora por lá junto com a tia e o irmão Tadashi.
       Apesar da relutância de Hiro, Tadashi consegue a opção perfeita de estudo para o irmão:o laboratório de descobertas científicas e tecnológicas na qual trabalha. Buuut, como nem tudo são flores, para ganhar uma vaga por lá, é preciso fazer algum tipo de apresentação que o classifique como merecedor de ser um frequentador de lá. 
       Nesse ponto do filme, acontece uma coisa que deprime extremamente o Hiro (não vou dizer o quê, para não soltar spoilers importantes), e ele perde a vontade de tudo. Até esbarrar com o Baymax, um robô muito do fofo, programado para cuidar da saúde das pessoas. Eles se tornam grandes amigos e o "enfermeiro eletrônico" ajuda o Hiro em uma grande enrascada que ele se mete. 

       Diz se não dá vontade de apertar o Baymax?

      Me permito dizer que toda a espera e expectativa que enfrentei valeram a pena. A animação tem o clássico discurso de amor e esperança da Disney, com um toque de atualidade e duas colheres de humor. Baymax é um dos pontos altos do filme: ele se torna, ao final, o mais humano entre todos os personagens. E também é responsável por 50% das risadas e atrapalhadas do filme. Outra coisa que vale a pena comentar é a dublagem em português da Go Go Tomago, que foi feita pela Kéfera Buchemann, famosa youtuber do canal 5 minutos . Infelizmente, a personagem tem poucas falas, deu vontade de mais. Mandou muito bem. 
         O filme é baseado na pouco conhecida história em quadrinhos homônima da Marvel.

Qual seu nível de dor, de 1 a 5?

Trailer: